Conta não fecha: produzir soja em MT ficou 77% mais caro desde a safra 2012/13

Variação acumulada das despesas é muito superior à evolução dos preços pagos pelo grão e da produtividade das lavouras no período, segundo Imea

22 de agosto de 2019 às 06h00

Gastos elevados, que não param de subir a cada nova safra. É com essa realidade que os agricultores têm convivido nos últimos anos, em especial, os que cultivam soja em Mato Grosso. Um levantamento feito pelo Imea mostra que nos últimos sete anos o valor necessário para plantar 1 hectare de soja subiu nada mesmo que 77% no estado. O problema é que a valorização do grão não conseguiu acompanhar a alta no mesmo ritmo, avançando apenas 33% no período. O mesmo aconteceu com a produtividade média das plantações, que só cresceu 13% do ciclo 2012/13 até aqui.

As informações foram apresentadas pelo gestor técnico do instituto, Cleiton Gauer, que foi o convidado do programa Bom Dia Senar-MT desta quarta-feira (21). Em pauta, o cenário de incertezas que cerca a nova safra da oleaginosa. O sinal verde para o plantio no estado acontece a partir do dia 15 de setembro, quando termina o vazio sanitário da cultura.

Segundo Gauer, no ciclo 2019/20 é fundamental que o agricultor mantenha olhares atentos a todos os fatores que possam interferir no mercado do grão. E eles são muitos: o recuo expressivo da produção norte-americana (-19% segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos); os desdobramentos da disputa comercial entre China e Estados Unidos; os reflexos dos casos de peste suína africana na Ásia na demanda pela oleaginosa; a instabilidade cambial – acentuada diante dos rumores do risco de uma nova recessão na economia mundial.

O gestor técnico do Imea enfatizou que a safra será desafiadora. Mais do que nunca, conhecer bem e tentar controlar os custos de produção (na medida do possível), além de posicionar bem a comercialização da produção, serão estratégias importantes para fechar o ciclo com as contas no azul. Confira na íntegra o programa.

Nesta sexata-feira, 23, o assunto foi destaque do quadro Senar-MT Responde, exibido no Mercado & Companhia. No dia em que China e Estados Unidos voltaram “trocar farpas” na disputa comercial que travam, o gestor técnico do Imea reforçou os principais pontos que o produtor deve observar “do lado de dentro e de fora da porteira” para tentar buscar rentabilidade nesta safra, que antes mesmo do seu início “oficial”, já se mostra desafiadora. Veja o vídeo.

Conta não fecha: produzir soja em MT ficou 77% mais caro desde a safra 2012/13

Variação acumulada das despesas é muito superior à evolução dos preços pagos pelo grão e da produtividade das lavouras no período, segundo Imea

22 de agosto de 2019 às 06h00

Gastos elevados, que não param de subir a cada nova safra. É com essa realidade que os agricultores têm convivido nos últimos anos, em especial, os que cultivam soja em Mato Grosso. Um levantamento feito pelo Imea mostra que nos últimos sete anos o valor necessário para plantar 1 hectare de soja subiu nada mesmo que 77% no estado. O problema é que a valorização do grão não conseguiu acompanhar a alta no mesmo ritmo, avançando apenas 33% no período. O mesmo aconteceu com a produtividade média das plantações, que só cresceu 13% do ciclo 2012/13 até aqui.

As informações foram apresentadas pelo gestor técnico do instituto, Cleiton Gauer, que foi o convidado do programa Bom Dia Senar-MT desta quarta-feira (21). Em pauta, o cenário de incertezas que cerca a nova safra da oleaginosa. O sinal verde para o plantio no estado acontece a partir do dia 15 de setembro, quando termina o vazio sanitário da cultura.

Segundo Gauer, no ciclo 2019/20 é fundamental que o agricultor mantenha olhares atentos a todos os fatores que possam interferir no mercado do grão. E eles são muitos: o recuo expressivo da produção norte-americana (-19% segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos); os desdobramentos da disputa comercial entre China e Estados Unidos; os reflexos dos casos de peste suína africana na Ásia na demanda pela oleaginosa; a instabilidade cambial – acentuada diante dos rumores do risco de uma nova recessão na economia mundial.

O gestor técnico do Imea enfatizou que a safra será desafiadora. Mais do que nunca, conhecer bem e tentar controlar os custos de produção (na medida do possível), além de posicionar bem a comercialização da produção, serão estratégias importantes para fechar o ciclo com as contas no azul. Confira na íntegra o programa.

Nesta sexata-feira, 23, o assunto foi destaque do quadro Senar-MT Responde, exibido no Mercado & Companhia. No dia em que China e Estados Unidos voltaram “trocar farpas” na disputa comercial que travam, o gestor técnico do Imea reforçou os principais pontos que o produtor deve observar “do lado de dentro e de fora da porteira” para tentar buscar rentabilidade nesta safra, que antes mesmo do seu início “oficial”, já se mostra desafiadora. Veja o vídeo.