Mercado interno, o grande alicerce da suinocultura

Nos últimos anos, o setor suinícola tem demonstrado, cada vez mais, a profissionalização da atividade. Da “porteira pra dentro”, o produtor busca transformar a atividade em um negócio rentável, com eficiência na produção e, consequentemente, melhoria nos ganhos. Está mais atento às questões sanitárias, ambientais e de bem-estar animal. Da mesma forma, procura ajustar-se aos anseios do consumidor.

Embora o consumo interno de carne suína esteja bem abaixo da média de outros países – em alguns este índice chega a 73 quilos por pessoa ao ano, enquanto no Brasil a média é de 15 quilos por ano – a maior parte da produção nacional é destinada ao mercado doméstico. Apenas 20% da produção brasileira de carne suína é exportada. Amadurecer e trabalhar o ajuste da produção com a demanda, tanto da exportação quanto do consumo interno, é um dos pontos a serem melhorados pelo segmento. Não há necessidade de crescimento da produção sem a devida capacidade de absorção desta carne.

Precisamos buscar constantemente a ampliação do consumo da carne suína dentro do Brasil, levando o máximo de informações sobre a proteína ao consumidor, desmistificando tabus e preconceitos para que o consumidor seja o grande alicerce da suinocultura. Mas também é necessário, cada vez mais, fortalecer o mercado externo. Mesmo que muito menor do que o consumo interno, as exportações são fundamentais, pois elas irão determinar se o produtor vai alcançar a rentabilidade ou se teremos ou não crises no mercado interno, na questão preço. A exportação é determinante para o equilíbrio econômico da atividade.
A suinocultura está em constante evolução. E a ACSURS busca trabalhar junto da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos as questões de incentivo ao consumo da carne, de melhoramento da produção, de busca por preço justo, entre outras, para que o sabor e a saudabilidade da carne suína estejam sempre mais presentes na mesa dos brasileiros. Ao longo de 45 anos de fundação, completados neste sábado (25), continuará sendo dever da ACSURS, da “porteira pra fora”, expor na vitrine a proteína mais consumida do mundo, fruto do árduo trabalho dos suinocultores, de uma atividade tão importante social e economicamente para o Rio Grande do Sul.

Valdecir Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul.