Temer pede trégua, mas caminhoneiros prometem paralisação total

O presidente Michel Temer, que havia prometido uma solução até esta quarta-feira para a paralisação de caminhoneiros em todo o país, pediu uma trégua de dois ou três dias à categoria. “Desde domingo nós estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade ao brasileiro que não quer ver paralisado o abastecimento e tentando encontrar solução que facilite a vida dos caminhoneiros. Estou solicitando uma espécie de trégua para que em dois ou três dias possamos encontrar uma solução satisfatória”, declarou em conversa com a imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília-DF.

A Associação Brasileiras dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou que vai manter a greve com a liberação do transporte de remédios, cargas vivas e produtos perecíveis até sexta-feira, dia 25 de maio. Caso não haja acordo com a categoria, haverá “paralisação total”. “Se até sexta-feira, nós temos duas reuniões com o governo, se não sair nada, se não acontecer nada, aí lamentavelmente vai parar tudo”, informou o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes.

Nesta quarta-feira, dia 23, ministros receberam representantes caminhoneiros na Casa Civil. O governo buscou a trégua pedida pelo presidente, mas a categoria resolveu manter a paralisação. Outra reunião está agendada para esta quinta-feira, 24 de maio, às 14h00, no Planalto.

Participaram da reunião dessa quarta-feira os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Valter Casimiro (Transportes) e General Freire Gomes (Gabinete de Segurança Institucional), além do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Herbert Drummond e diversos parlamentares. Pelo lado dos caminhoneiros participaram representantes da Fetrabens, CNTA, Abcam, Unicam, Sindicam-DF, Sinditac Ijuí-RS, Sinaceg, CNT, Transporte Forte e NTC&Logística.

Temer deve conversar com a Petrobrás e os governadores para trabalhar na redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como medida alternativa para baixar o preço dos combustíveis. “Temer sugeriu e Guardia (Eduardo Guardia, ministro da Fazenda) vai convocar o Conselho Nacional de Política Fazendária a apreciar ICMS na sexta-feira”, afirmou Eliseu Padilha em coletiva no início da noite.

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