Crianças com deficiência ganham títulos no esporte equestre

Reconhecidas pela ABQM como paratletas, elas sonham participar de provas nacionais de Três Tambores

 

No interior de Mato Grosso, na cidade chamada Sorriso, funciona a Associação de Reabilitação e Esporte Equestre Sonho Meu, uma entidade sem fins lucrativos que há seis anos atende jovens e adultos carentes com deficiência física, emocional e mental por meio da equoterapia. Hoje, são cerca de 55 pessoas atendidas, entre elas seis paratletas, e é lá que estão Maisa Gabriele, Maysa Vieira e Gabriel Ottoni, três crianças reconhecidas pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) em abril como paratletas, todos competidores da modalidade de Três Tambores.

Maisa Gabriele possui Síndrome de Down e está no projeto há cinco anos. A menina, hoje com apenas 11 anos, foi a primeira garota com deficiência a participar da prova de Três Tambores do município de Sorriso e do estado de Mato Grosso, e hoje possui mais de 10 medalhas e seis troféus.

Gabriel Ottoni, de 10 anos, é deficiente visual e ganhou notoriedade ao competir com ‘Pé de Pano’, um cavalo que também não enxerga. O garoto já conquistou oito medalhas e seis troféus na modalidade.

A caçula é Maysa Vieira. A menina de nove anos tem paralisia cerebral e já ganhou sete medalhas e quatro troféus nas provas que competiu.

Da esquerda para a direita: Maisa Gabriele, Maysa Vieira e Gabriel Ottoni (Foto: Divulgação)

Para Joeli Gomes da Silveira Machado, idealizadora e coordenadora geral da Sonho Meu, a equoterapia foi o pontapé inicial para os grandes resultados. “Essas crianças entraram aqui em busca de um tratamento e ao ver a superação das suas limitações, vencendo os seus medos em uma decisão ousada, resolvi colocá-las em competições. A resposta foi fantástica e o desenvolvimento delas avançou muito. Hoje, elas quebraram diagnósticos médicos e destacam-se por suas conquistas”, diz.

Atualmente, as crianças estão no handicap da ABQM, uma vantagem que se concede ao competidor com deficiência para igualar as possibilidades de vitória, e foram reconhecidas por seus desempenhos ao ganharem o título de paratletas pela Associação este ano. Agora, seus sonhos tornam-se ainda maiores e as expectativas são de que possam participar de provas Brasil afora.

Contudo, os cavalos que a entidade possui não são puros da raça Quarto de Milha. Mantida com a ajuda de empresários e pela venda de pizzas e chaveiros de cavalinhos, feitos por funcionáros e pais das crianças atendidas, a Sonho Meu ainda não tem condições de comprar um cavalo registrado e, por isso, as crianças não podem ir à competições nacionais. “Eles falam: ‘Tia Jô, eu rezo para o Papai do Céu nos ajudar a ter um cavalo que a gente possa correr em outros lugares’”, conta Joeli.

As próximas competições acontecem nos dias 16 de junho, em Sinop (MT) e 11 de agosto, em São Paulo pela NBHA Brasil.

Assista ao vídeo e conheça um pouco mais sobre Maysa Vieira:

Como contribuir:

E-mail: joequoterapia@hotmail.com.br
Telefone: (66) 99965-9002

Os chaveirinhos variam de R$8 a R$15