USDA surpreende e preços da soja e do milho caem forte em Chicago

 

O relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta tarde, não trouxe boas notícias para quem esperavam por melhora nos preços praticados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

 

O USDA surpreendeu e trouxe informações baixistas para a soja e o milho. No caso da soja, o relatório até indicou corte na estimativa de safra dos Estados Unidos, como esperava o mercado. Mas a redução foi tímida. Os americanos, com a colheita praticamente concluída, deverão colher 120,43 milhões de toneladas da oleaginosa, a maior safra da história.

 

Como consequência, os preços futuros caíram mais de 1%. Os contratos com vencimento em janeiro recuaram 1,35% e fecharam a US$ 9,85 por bushel. Antes do relatório, este contrato tinha rompido a casa de US$ 10,00.

 

No milho, o USDA indicou safra de 370,3 milhões de toneladas para os Estados Unidos, superando a previsão de outubro e ficando bem acima do esperado pelo mercado. O quadro de ampla oferta mundial foi reforçado e os contratos com vencimento em dezembro desvalorizaram quase 2% e fecharam o dia a US$ 3,41 1/2.

 

Resultado: se depender da safra americana e da ampla oferta mundial de soja e de milho, os preços internos não deverão reagir com força no curto prazo. O foco do produtor deve mudar da produção americana para o plantio da soja no Brasil. O clima aqui merece ainda mais atenção. Boletins favoráveis ao cultivo deverão pressionar Chicago. Indicações de condições pouco favoráveis terão o impacto contrário sobre os preços.

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