Kangayan, um zebu diferente



Fazenda Haras Barreiro; lote de 100 animais, um dos únicos criatórios do país.


Se você está pensando que estes animais são primos do guzerá, sinto em informar que não.  Na coloração da pele eles até se parecem, mas as pesquisas indicam que as duas raças não tem parentesco nenhum. Uma das diferenças é o formato dos chifres. Ao contrário dos outros bovinos, os cornos nascem no topo da cabeça, bem próximos um do outro, e seguem para o alto. Quando o animal atinge a idade mais adulta, por volta dos 9, 10 anos, as duas pontas se encontram lá em cima, formando um X. O kagayan não apresenta bainha e o umbigo é quase imperceptível. Segundo o criador Arlindo Drummond, é o animal que mais se parece com o antílope, provável ancestral dos bovinos.


Na fase adulta os chifres se encontram e formam um X no alto da cabeça do animal.




Próprio do sul da índia, o kangayan é de porte mediano e com aptidão para a carne.  A rusticidade, é claro, é a principal característica da raça, que veio do sul da Índia.

O kangayan veio para o Brasil em 1962, última importação de animais da índia. Nenê Costa trouxe para Barretos, no interior de São Paulo, um macho e duas fêmeas. Um tempo depois, parte desse gado foi levado por Joãosito Andrade para a Bahia. Um casal ficou em Barretos com Rubico de Carvalho. E há 15 anos, Arlindo Drummond reuniu esses dois grupos aqui no triangulo mineiro.

No Haras Barreiro, no município de Ituiutaba, tem um plantel com 100 cabeças. E tudo indica que são as únicas no país. Rebanho fechado, sem nenhum cruzamento com outras linhagens, nem raças. Arlindo Drummond busca a pureza a todo custo. Para ele, quando as raças se misturam nunca mais voltam a ser puras.

Lentamente o rebanho vai crescendo e cada vez ficando mais puro. Por enquanto, Arlindo não tem interesse comercial nesses animais. A raça está sendo muito bem guardada para o futuro. Afinal é um banco genético de primeira qualidade. Arlindo conta que quando acontece uma seca muito forte na região o gado responde muito bem. É a rusticidade do zebu no mais puro dos significados.


Merce Gregório – Uberaba – MG

  • Vicente

    Beleza de animal. corpo bem definido.

  • Diego

    Eu amei a descrição desta raça de zebu! definitivamente é uma das mais rusticas raças ao ser originarias do sul da India. Pena que nao fizeram melhoramento genetico como com o Guzerá e o Gyr. Saudos desde a Venezuela. 22 anos estudante de agronomia.

  • Vijay

    Sou da India natural da cidade da Coimbatore o mesmo regiao originario da Raca Kangayam. A leite deste raca tem qualidade nutritiva muito melhor que todas as outras racas. Mas infelizemente a Producao de leite dete raca muito baixa.

    A raca esta quase na extincao na India e bom saber na Brazil ainda existe linhagem pura deste animal.