A biotecnologia garante mercado brasileiro nos EUA

A restrição dos EUA ao produto brasileiro havia sido derrubada em junho do ano passado, mas as condições para a carne bovina in natura ser vendida no país ainda precisavam ser negociadas. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a restrição norte-americana à carne brasileira, que caiu em 2015, era focada na saúde animal, enquanto a abertura de mercado acordada e referente a essa cota de exportação está relacionada às questões sanitárias.

O Ministério da Agricultura verificará se a empresa cumpre os requisitos sanitários exigidos pelas autoridades americanas. Caso as normas estejam de acordo, o ministério indicará o estabelecimento aos EUA, que dará o aval à importação da carne bovina in natura, com base no acordo de equivalência, após sua homologação em seu site. Os frigoríficos interessados em exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos deverão pedir a habilitação ao MAPA, desde que já tenham o Selo de Inspeção Federal (SIF).

Somente neste ano (janeiro a junho), foram enviadas mais de 15 mil toneladas de carne industrializada brasileira para os Estados Unidos, resultando em um faturamento de US$ 130 milhões. A tarifa de exportação é de 4% ou 10%, conforme o tipo de corte da carne.

Para manter tal padrão e garantir a qualidade sanitária aliada a saúde animal, o investimento em biotecnologia tanto pelo produtor, como pela indústria, será capaz de viabilizar um retorno econômico satisfatório.

Renato Buranello

Fundador do Instituto IDEA

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