Procafé: safra de café é boa, mas ainda não é recorde

A previsão de chuvas para as áreas de café está animando cafeicultores, mas depreciando preços de acordo com alguns consultores de mercado. Os contratos negociados na bolsa de Nova York com entrega em março/2018 fecharam o pregão desta sexta-feira a 117,95 centavos de dólar por libra-peso, queda de 3,1%. Já a referência de maio fechou a 120,45 centavos de dólar por libra-peso de 3,0%. De acordo com profissionais do mercado a proximidade do feriado da próxima segunda-feira ajudou na venda de posições, o que contribui para a queda dos preços no mercado internacional. De qualquer forma, as boas condições das lavouras colaboram para patamares mais baixos de preços diante de uma previsão de oferta maior.

O Blog conversou com o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, Alysson Fagundes, que afirmou que a safra é boa mas ainda não é possível afirmar se vai ser recorde. Veja o que ele disse:

 

A safra vai ser recorde ou ainda é cedo para saber?

Alysson Fagundes: Com certeza nós teremos uma safra muito boa no Brasil. O sul de Minas Gerais vem com uma safra muito boa, ainda é cedo para afirmarmos que essa safra é recorde, não dá para afirmar isso, mas já podemos afirmar que será uma safra muito boa.

Isso é de forma generalizada? A gente tem visto muitas chuvas, está todo mundo com uma safra boa de café?

Alysson: Não. Algumas lavouras estão invertidas porque o café é uma planta de ciclo bienal. Ela dá uma safra boa em um ano e uma safra menor no outro ano. A maioria das lavouras no Sul de Minas, no Alto Paranaíba, no Triângulo Mineiro e na Mogiana Paulista estão no ano de alta. Por isso teremos uma safra muito boa esse ano.

A gente está acompanhando isso tudo de perto e a expectativa é de confirmação. Vocês trabalham com uma projeção de safra de qual tamanho?

Alysson: A Fundação Procafé não fez um levantamento de safra este ano, então nós não podemos falar em números de safra, um valor em milhões de sacas sendo que nós não fizemos um levantamento. O que nós sempre pedimos e pleiteamos, primeiramente, é conhecer o tamanho da área cafeeira do Brasil porque até hoje não se sabe com certeza o tamanho dessa área de café que nós temos.