Consultorias brasileiras projetam maior safra de soja da história

Nesta semana mais uma consultoria de mercado indicou que o Brasil deve colher a maior safra de soja da história. Enquanto isso, na Argentina, a previsão é de queda na produção. O cenário de preços baixos retrai as vendas do produto, que estão nos patamares mais baixos em 5 anos. Mesmo que timidamente, alguns produtores rurais aproveitaram o pico do dólar em R$ 3,27 para fixar negócios.

– A Safras&Mercado divulgará nos próximos dias relatório em que deve confirmar estimativa superior a 116 milhões de toneladas para a soja, um aumento aproximadamente de 2 milhões de toneladas na comparação com o último relatório da consultoria.
“ Possivelmente a gente vai trazer um número maior, um número acima de 116 milhões de toneladas porque realmente o panorama da safra brasileira é muito positivo, a gente tem produtividade muito boa em praticamente todos os estados. Então, nada impede na verdade de falar a realidade de que a gente está vendo na safra brasileira”, enfatiza Luiz Fernando Gutierrez, analista da Safras&Mercado.

– A AgRural divulgou na última sexta-feira novo levantamento sobre a safra brasileira e também elevou a projeção para a colheita nacional. Segundo a consultoria, o Brasil deve ter a maior produção de soja da história com 116,2 milhões de toneladas.

– Na Argentina, um dos principais concorrentes do Brasil, o clima prejudicou mesmo a condição das lavouras segundo a Agripac Consultores. O analista de mercado, Pablo Adreane, que fica em Buenos Aires afirmou ao Blog que o país vizinho deve colher de 45 a 50 milhões de toneladas, bem abaixo dos  57,5 milhões vistos na safra passada.

– Enquanto isso, a safra brasileira segue com vendas atrasadas e um dos menores ritmos de comercialização dos últimos anos. A consultoria Safras&Mercado reportou vendas de 32% do volume enquanto a média dos últimos 5 anos era de 43%.

– O dólar chegou hoje na máxima de R$3,27 , uma das cotações mais altas desde o início do ano. Alguns produtores aproveitaram alta da moeda para fixar preços. ” Desde a semana passada o fluxo de fixação já aumentou no comparativo com janeiro”, explica João Schaffer, analista de mercado da Agrinvest Commodities.

Acompanhe a entrevista completa com o analista da Safras&Mercado:

Qual a tendência para o dólar? O economista Roberto Troster opina: