Clima fez soja subir 3% em janeiro. Vem mais em fevereiro?

A preocupação com as condições climáticas na Argentina, um dos principais produtores da América do Sul, contribuiu para elevação de 3,56% no preço da soja negociada no contrato de janeiro na bolsa de Chicago. Especialistas, no entanto, divergem se esse movimento de alta deve continuar em fevereiro.

– O mercado olha exatamente para a safra argentina hoje, mas não deixa de lado também a safra brasileira, revela Luiz Fernando Gutierrez, analista da Safras&Mercado.

Na safra brasileira há relatos de problemas para a colheita em algumas regiões de Mato Grosso, devido ao excesso de chuva. São casos isolados, como revela o vídeo feito em Nova Mutum (MT), onde há relatos de soja debaixo d’agua em alguns talhões da propriedade do agricultor Claudecir Cenedese.

Veja o vídeo:

-Salvo esses problemas pontuais, a gente caminha para uma produção grande. Então isso tende a pressionar preço, infelizmente, porque a partir da entrada da safra, em fevereiro e março, principalmente, a gente tem colheita brasileira e sendo uma safra grande no Brasil, de 100 a 110 milhões de toneladas, é possível que esta safra compense algumas perdas na Argentina, o que pode impedir o mercado de subir, explica Gutierrez.

Acompanhe a entrevista completa na edição de Mercado&Cia desta quarta-feira:

O diretor do SIMConsult, Liones Severo, tem um olhar diferente sobre a tendência dos preços para a soja. Segundo ele, há condições para os preços voltaram a subir logo.

-Fevereiro e março têm sido historicamente, junto com junho, meses de preços mais altos do ano. Tem esse fato histórico e tem a seca na Argentina e tem o excesso de chuva no Brasil. Nós temos naturalmente alguns elementos para andar para cima do que para baixo. Além disso, os fundos de investimentos estão muito vendidos,com posições descobertas em recordes históricos, então é momento de atenção pois qualquer situação pode fazê-los alterar a posição.

Reveja a entrevista da edição de segunda-feira: