Veja 5 previsões para o dólar até o fim do ano

Nesta semana o dólar chegou a atingir a maior cotação desde junho, quando na véspera do feriado encerrou a R$ 3,31. A moeda perdeu fôlego hoje e encerrou o pregão valendo R$ 3,278. Afinal, até o fim do ano a tendência do dólar é subiu ou cair mais?

A pergunta é simples, a resposta complexa de acordo com os economistas. Para analisar a tendência do dólar eles levam em consideração a situação da economia americana e as chances de ter nova alta de juros por lá ainda neste ano. Caso a economia dos Estados Unidos dê sinais de que vai bem e os juros subirem em dezembro, a tendência do dólar é se valorizar mais.

Aqui no Brasil, o foco dos especialistas em câmbio está nas transações correntes e balança comercial que explicam quanto de dólar está previsto entrar no país. Ou seja, se entrar mais dólares o valor da moeda americana tende a cair e vice-versa. Além do lado fundamental, aquele que observa oferta e demanda, há o cenário da política e as votações da reforma da Previdência que seguem no radar. A depender do resultado da votação, a moeda americana pende para um lado ou outro.

 E qual o lado da balança vai pesar mais para o dólar? O Blog ouviu especialistas, que projetaram a taxa de câmbio para o fim de 2017. As previsões vão de R$ 3,19 até R$3,35 para o próximo mês.  Veja o que eles disseram:

Infinity Asset – Jason Vieira, economista.

– R$3,19

“A tendência do dólar é para baixo, pois está difícil a aprovação dos cortes de impostos da reforma tributária do Trump nos Estados Unidos. Além disso,a atividade econômica americana está aquecida e inflação baixa nos EUA. O Federal Reserve está com dificuldades para subir juros  e a tendência é de dólar global mais fraco. Aqui no Brasil, se o presidente Temer conseguir articular a reforma ministerial e aprovar a reforma da previdência vai ter uma derrocada do dólar para níveis de R$ 3,19”.

Troster e Associados – Roberto Troster, economista.

R$ 3,20

“A tendência é de queda do dólar no Brasil , mas tem um componente financeiro e um estrutural. No componente estrutural  a balança comercial e a conta de transações correntes indicam que vai ter mais dólares entrando. Por outro lado,  o dólar financeiro depende de expectativa e indefinição política. No médio prazo os fundamentos são de dólar para baixo e no curto prazo vai ter dólar volátil”

Tendências Consultoria – Silvio Campos, economista.

– R$ 3,20

“Estamos com um cenário que pressupõe a aprovação da reforma da Previdência e uma aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos ainda não tão bem sucedida no corte de impostos. De qualquer forma, é um cenário ainda de risco, tendo em vista o quadro político bastante turbulento no Brasil. Se o governo entrar em 2018 sem reforma e com eleições em 2018, ai fica mais perto de 3,30”.

 Gradual Investimentos – André Perfeito, economista-chefe.

– R$ 3,30

“O grau de incerteza é elevado, ainda tem muita incerteza na parte fiscal e uma economia que não mostra sinais muito fortes de recuperação. De qualquer forma, estou muito atento a qualquer mudança, como a aprovação de uma reforma da previdência ainda em 2017”.

Nova Futura Corretora, Pedro Paulo Silveira, economista-chefe.

R$ 3,35

“Nos Estados Unidos, a taxa de juros vai subir na reunião de dezembro e isso dá viés de alta para o dólar. No Brasil, a aprovação parcial da reforma da Previdência, a crise política e o fluxo de saída de dólares que acontece no fim do ano ajudam a puxar a taxa para R$ 3,35”