Crise do preço dos combustíveis – de que lado vocês está?

A proposta apresentada pelo ministro da fazenda, que detém a visão mais clara de como está o caixa da UNIÃO, não foi nem um pouco animadora. Propõe-se retirar a CIDE dos
combustíveis (R$ 0,05% no litro do diesel) em troca da aprovação de um projeto de
reoneração da folha de pagamento. Pela proposta, em 2020 não haveria mais nenhuma
desoneração da folha de pagamento. Ou seja, querem jogar o problema sobre os
empregadores e os trabalhadores.
A questão é muito clara: o governo federal não tem gordura para queimar, o déficit da UNIÃO ainda é muito elevado e o governo sempre soube disso, tanto que buscou fazer reformas e sua principal aposta foi a reforma da previdência, que abriria a possibilidade para a reforma tributária, a oxigenação da economia, o crescimento econômico e a redução dos impostos.
Cabe neste momento um exercício de memória: como agiram nossos representantes no
congresso quando a questão da previdência foi posta em discussão? Busque esta informação na internet. A maioria daqueles que quer ajudar agora, lá atrás estava defendendo outras “tetinhas”.
Será que nossos representantes não sabiam das péssimas condições do caixa da UNIÃO? Como os seus deputados estaduais estão se posicionando diante da falta de eficiência econômica dos estados? O maior imposto sobre os combustíveis continua sendo o ICMS, alguém da esfera estadual já se manifestou a esse respeito? Analise também a postura do seu deputado estadual diante das reformas apresentadas pelos governadores. Como baixar o ICMS se os estados não podem ser reformados por foça das corporações?
Na minha última postagem aqui no Blog “A Bipolaridade Brasileira” tratei dessa questão.
Somos os responsáveis por tudo o que está aí, inclusive pelo preço do óleo diesel, da gasolina, do leite, do frete, etc. Pois, toda vez que reivindicamos algo, automaticamente credenciamos políticos e o governo a aumentarem impostos para bancar tal despesa. Isso geralmente acontece como um benefício para um setor, que outros setores, ou o conjunto da sociedade terá que pagar. Exatamente o que o governo tenta fazer agora.
Voltemos para a proposta, vou traduzi-la: retiramos R$0,05 da CIDE no preço do óleo diesel, mas em troca vou onerar a folha de pagamento. Jogou o problema para a mesa do restante dos trabalhadores brasileiros. Ou seja, todos os empresários e trabalhadores brasileiros terão que pagar a conta.
Quem não teve que mudar nada nesta história? O governo! Por isso não adianta
pedirmos preço mínimo. Peça imposto mínimo que nunca mais terá que brigar por preço. Não peça interferência dos governos na economia, vamos nós interferir mais nos governos. Não para nos saciarmos, mas sim para controlarmos este verdadeiro monstro incompetente, corrupto e insaciável.

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