A Bipolaridade Brasileira

Brigamos contra os impostos (Funrural, CIDE, PIS, COFINS, etc.), mas gostamos de estatais, pedimos que o governo interceda a toda hora nos preços e adoramos uma “tetinha”.

É preciso entender que toda vez que reivindicamos algo, automaticamente credenciamos políticos e o governo a aumentarem impostos para bancar tal despesa. Isso geralmente acontece como um benefício para um setor, que outros setores, ou o conjunto da sociedade terá que pagar.

Devido a ineficiência dos governos, falta de concorrência e licitações viciadas, devido a falta de produtividade e altos salários, boa parte do arrecadado fica pelo caminho. Além disso, temos um terrível efeito colateral: toda vez que um setor “ganha” algo, esse “presente” autoriza e estimula outros setores a procederem da mesma forma e isso nunca terá fim. A menos que todos parem de pedir.

Nós (nossas atitudes e nossos representantes) somos responsáveis por tudo o que está aí, inclusive pelo preço do óleo diesel, da gasolina, do leite, do frete, etc.

Hoje acompanhei a reação de alguns políticos e fiquei triste, assustado e preocupado com as soluções milagrosas que sempre surgem nesta hora. O Caminho fácil sempre é o do preço mínimo, do subsídio e da interferência do governo na política de preços da estatal. Sempre mais do mesmo: regulamentações e mais regulamentações. Que tal melhorar a produtividade dos governos e das estatais para que os impostos diminuam e sobre dinheiro no bolso de quem produz e se arrisca?

Governos inchados, incompetentes, corruptos, estatais e monopólios como a Petrobrás encarecem tudo. Enquanto no Brasil há a Petrobrás, nos EUA há mais de trinta empresas competindo. Saiba que a concorrência é a única lei que ajuda o consumidor. Lá o preço dos combustíveis é muito menor do que aqui.

Por isso que a luta dos caminhoneiros não pode ser a luta de uma categoria por mais uma “teta” (frete mínimo, subsídio para óleo diesel, etd.), essa luta deve ser de toda a sociedade pelo fim dos monopólios estatais no Brasil, pelo fim da CIDE, do PIS e do COFINS, para todos. No caso da gasolina, 56% do valor são impostos.

Vamos nos unir pelo fim “do nós contra eles”, pelo fim dos programas “minha ‘teta’, minha vida”, lutemos pela produtividade dos governos e para que o dinheiro fique no bolso de quem produz e se arrisca por algo.

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