Arroz local x Internacional

 

Um dos assuntos de hoje no mundo do agronegócio foi a ação dos produtores de arroz do Rio Grande do Sul contra o governo, o motivo: a fiscalização do produto vindo dos países do Mercosul. Eles alegam que não há controle sanitário e querem a proibição da mistura dos produtos importados com os nacionais nas empresas beneficiadoras.

Como diz o ditado popular: numa casa onde se briga por pão, todos tem razão. A reação dos arrozeiros gaúchos decorre do desespero que passa o setor: por muitos anos, toda dificuldade foi “resolvida” com penduricalhos e regulamentações que acabaram engessando o setor e a economia, provocando a elevação dos impostos e a perda de competitividade, ou seja, nosso comércio exterior é todo fatiado em cotas, onde setores eficientes da nossa economia sustentam os incompetentes.

Mas e o Paraguai? Está no direito dele! Afinal, há um acordo comercial com o Brasil. O Paraguai não está vendendo arroz ao Brasil, ele está exportando resultados de uma economia mais leve, menos regulada e com mais liberdade econômica. O produtor de lá não precisa carregar nas costas outros setores ineficientes da economia paraguaia, como é no nosso caso.

E então, quem está com razão? Todos!

O importante é ressaltar que nada do que for feito com a receita antiquada e torta do passado nos levará à sustentabilidade econômica e ao desenvolvimento. Portanto, arrozeiro gaúcho, levante e continue lutando com todas suas armas, pois esta é sim uma questão de sobrevivência. Porém não se esqueçam que, na verdade, o Paraguai não deve ser atacado e sim copiado, afinal no ranking The Heritage Fundation, que mede o índice de liberdade econômica dos países, o Paraguai ocupa a posição 82 e o Brasil, 153.

Confira a matéria de hoje no Mercado e Cia, do Canal Rural, que conta com meus comentários.

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