Pintinho nasce com quatro patas e vira mascote no interior da Bahia

Apesar da deformidade, especialista afirma que o animal pode ser saudável e viver normalmente. Veja fotos!


Arquivo pessoal

Município de 14 mil habitantes no extremo oeste da Bahia, Angical não fala de outra coisa: um pintinho nasceu com quatro patas em uma granja da cidade. Valtemir Ferreira, proprietário da fazenda e do pintinho, ficou surpreso com a anomalia.

E não é para menos: a possibilidade de isso acontecer é de mísero 0,000001%, segundo o diretor técnico da Associação Paulista de Avicultura (APA) e veterinário, José Roberto Bottura. O especialista destaca que a deformidade não configura, necessariamente, problemas na saúde. “É tão somente um aspecto anormal, que se torna repugnante.”

Já para o veterinário e professor da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Antonio Coelho, a chance de sobrevivência em casos assim é pequena. Ele afirma que a anomalia ocorreu durante o desenvolvimento embrionário do filhote de ave. “Esse fenômeno pode ocorrer aleatoriamente, mas também pode ser um defeito genético transmissível pelos reprodutores.” Para confirmar essa segunda possibilidade, o especialista aconselha ao criador observar os próximos nascimentos dos mesmos genitores.

Bottura, por sua vez, atribui a anomalia à temperatura inadequada da máquina de incubação. “Pode ser tanto para mais ou para menos, mas, normalmente, os erros são mais de temperaturas elevadas”, diz. Mas ele não descarta que a causa seja consanguinidade entre os pais do pintinho.

Valtemir disse que o filhote tem cerca de um mês e está saudável, alimentando-se bem, e que as patas a mais não estão dificultando a locomoção do animal. Apesar de o diretor da APA esclarecer que o filhote pode servir para consumo como qualquer outra ave, o proprietário se apegou ao pintinho e não pretende abatê-lo futuramente. “Virou mascote”, conta.

 

Karoline Meira