Lactose no rótulo é informação obrigatória

Agora é lei: toda embalagem deve trazer no rótulo a informação sobre o produto conter, ou não, lactose em sua composição. O anúncio foi feito hoje através do Diário Oficial da União.

DOU Lactose

Foto: DOU – Diário Oficial da União

De acordo com a ASBAI, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a intolerância à lactose é uma desordem metabólica onde a ausência da enzima lactase no intestino determina uma incapacidade na digestão de lactose (açúcar do leite) que pode resultar em sintomas intestinais como distensão abdominal e diarréia.

Apesar do número crescente de pessoas adeptas ao uso de alimentos sem esse açúcar do leite, a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição divulgou um posicionamento onde afirma que “pessoas com intolerância à lactose devem ser avaliadas individualmente, e que de acordo com a sintomatologia, o consumo de leite e derivados lácteos deve ser reduzido e não excluído, principalmente para adolescentes e adultos jovens.”

Existem três tipos de deficiência de lactase, a mais comum é a diminuição da capacidade de absorção na fase adulta, mas é possível encontrar também pessoas que já nascem com essa intolerância.

Redução da lactase do adulto: caracteriza-se por diminuição da quantidade de lactase produzida após o desmame. Essa condição é geneticamente determinada e permanente. As manifestações dessa deficiência costumam ser evidentes por volta dos 2 aos 15 anos de idade. Alguns dos sintomas são distensão abdominal, flatulência e cólica abdominal do tipo recorrente.

Intolerância Genética ou primária: é uma disfunção rara resultante de herança recessiva. Há poucos casos documentados no mundo, quase todos na Finlândia e nenhum no Brasil. Os bebês que apresentam essa condição nascem saudáveis e apresentam os sintomas nos primeiros dias de vida (distensão abdominal, vômitos, diarreia líquida volumosa e de odor ácido) quando amamentados ou alimentados com fórmulas lácteas.

Intolerância Secundária: é decorrente de condições patológicas que afetam a integridade da mucosa gastrointestinal, sejam elas permanentes (doença celíaca, galactosemia, doença de Crohn, retrocolite ulcerativa, fibrose cística, grandes ressecções intestinais) ou transitórias (parasitoses, gastroenterites, infecção por rotavírus, subnutrição proteico-calórica).

Hoje as marcas estão se adaptando a esse novo mercado; é possível encontrar com facilidade leites, cremes de leite, queijos, leite condensado, requeijão e até manteiga já sem lactose e que podem ser consumidos, inclusive, no preparo de bolos e pães, sem perder o sabor!

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