No clima global, Brasil não sai tão mal assim na foto

O Brasil não está tão mal assim na foto das mudanças climáticas. É o que sugere um estudo minucioso de 4 ambientalistas de 3 insuspeitas ONGs globais dedicadas ao clima, divulgado na Cúpula do Clima da ONU (COP 23), que se encerra amanhã, em Bonn, a antiga capital da Alemanha (aqui a íntegra).

Em termos de emissões de gases do efeito estufa, uso energético, política climática e energias renováveis, o Brasil figura em 19º no Índice de Desempenho em Mudanças Climáticas (CCPI) 2018, que inclui 56 países e os 28 Estados-membros da União Europeia.

É um “desempenho médio”, nem lá nem cá, revela o estudo. Ou medíocre, diriam os mais críticos. Fato é que o País é o primeiro da lista desses países de desempenho médio em seus resultados e ações. Seria pouco classificar dessa forma. Mais justo é listar quem está atrás do Brasil nesse ranking climático global, segundo as ONGs. São eles: Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, União Europeia, Nova Zelândia, Holanda, Áustria, Espanha, Polônia, China, Irlanda, Canadá, Rússia, Austrália, Japão e, por fim, os Estados Unidos.

Ou seja, países ricos ou em um nível/ritmo de desenvolvimento bem mais alto/acelerado do que o brasileiro. E o que têm feito esses países? É o que desvenda o estudo. Vale ler.

Em resumo, claro que é preciso melhorar e dar mais atenção ao tema por aqui, assim como têm feito vários Estados (vide o caso do PCI de Mato Grosso e as políticas de Acre, Amazonas, Tocantins, Rondônia e Pará). O presente estudo, por exemplo, detona o governo Michel Temer, mas também o pouco caso de Dilma Rousseff no Planalto, por deixar de lado o compromisso de limitar em 2 graus Celsius o aumento da temperatura global, sem a implementação de políticas firmes e duradouras para evitar o desmatamento ilegal.

Críticas científicas como essas são necessárias – neste caso, expressam o trabalho de 300 especialistas em energia e clima ao redor do planeta.

Mas apenas jogar pedra nas iniciativas nacionais não ajudará. Os gringos ao menos estão de olho aberto para as novidades daqui. Prova é que Mato Grosso e Acre receberam doações de milhões de euros nesta COP 23 em troca de ações para reduzir o desmatamento em seus territórios.

E as ONGs brasileiras, quando acordarão para uma mudança efetiva na postura de construir mais e criticar menos?

 

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