O que esperar do Plano Nacional do Feijão e Pulses

A data de 20 de junho será mais um marco na evolução dos Feijões e Pulses no Brasil. O Ministério da Agricultura, com apoio do IBRAFE – Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses – e do CBFP – Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses – apresentou o “Plano Nacional de Desenvolvimento da Cadeia do Feijão e Pulses” que, nas palavras do Ministro Blairo Maggi, “é muito mais que um plano de Governo. É uma iniciativa estratégica do setor privado, que conta com o apoio do Governo Federal”. A verdade é que a cadeia do Feijão e dos Pulses vem ganhando contornos de importância no agronegócio brasileiro, deixando de ser apenas uma cultura de rotação. Embora faça parte da mesa de quase todas as famílias brasileiras, há mais de dez anos a produção agrícola e o consumo de Feijão no país continuam os mesmos. O setor produtivo se ressente de uma estratégia específica voltada para o desenvolvimento do setor. A estruturação de um Plano de Trabalho da Cadeia Produtiva, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA –, permitirá ampliar as discussões das questões conjunturais, bem como pensar no futuro, construir projetos visando enfrentar as questões estruturais em prol da competitividade e sustentabilidade. É necessário imaginar um ambiente interno equilibrado para fomentar a produção com qualidade e sustentabilidade, garantir renda e ganhos para todos os players envolvidos e, por fim, fortalecer o papel do Brasil como maior fornecedor mundial de alimentos. O Plano de Desenvolvimento pretendido, que começa com um amplo diagnóstico do setor, pode ser entendido como um “Marco Zero” para a cadeia do Feijão e dos Pulses e o nível de motivação é máximo junto às entidades e aos órgãos que colaboraram para a consolidação do Plano.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em seu Balanço Anual de 2017 e Perspectivas para 2018, avaliou a cultura do Feijão e dos Pulses apontando para estabilidade da produção. A Confederação destaca, ainda, a produção do Feijão-caupi como opção de segunda safra na região do MATOPIBA (estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e na Região Centro-Oeste. As perspectivas para 2018, segundo a CNA, indicam também o aumento dos estoques e um crescimento no comércio exterior de 22%, projetando embarques de aproximadamente 130 mil toneladas. Do meu ponto de vista, atingimos um novo patamar, assim como foram marcantes a criação da Câmara Setorial, a visita à Índia, pelo Ministro Maggi em 2016, a criação do Fórum do Feijão, o PNF – Preço Nacional do Feijão – o CNFP – Conselho Nacional do Feijão e Pulses, e a inédita realização da reunião anual do GPC – Global Pulse Confederation – em 2019, que trará ao Brasil cerca de 1.000 delegados representantes de empresas de 50 países.

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