Feijão-carioca pode passar de R$ 150?

1 – O sentimento dos empacotadores e dos comerciantes em geral é que, no momento, é bom ter algum estoque de Feijão-carioca para a próxima virada do mês. Quando a “onda” de compras começa, muitos entram sem raciocinar, muitos como que vão no “embalo” ao ver valorizações.

2 – Quando ocorre uma venda em um novo patamar de preços, como o R$ 125 para feijão 8,5 ou até mesmo, em nota 9, R$ 140, há detalhes importantes a serem ponderados como, por exemplo, a distância entre empacotador e a fonte, se o frete é pequeno e a marca é extremamente exigente e, aos olhos do comprador, é um produto diferenciado em tamanho e cor sobretudo no Feijão-carioca Assim como muitas vezes a tendência é de achar que seu Feijão é melhor do que outros, o contrário também acontece.

3 – Há muitas empresas arrozeiras que hoje em dia empacotam Feijão e, em algum grau, com a reação dos preços do arroz, se sentem mais confiantes em assimilar alguma alta também no Feijão.

4 – Há uma tendência de que produtores do Paraná superestimem as possíveis perdas no Feijão-carioca com a estiagem. Elas já estão acontecendo sim, mas, pelo menos até agora, até afirmar que a produtividade pode ser 40% menor há uma distância grande. É óbvio que, se a estiagem continua, o quadro pode se agravar. O frio também rouba alguns quilos por hectare. Mas qualquer perda importante de produtividade não será totalmente sentida no momento da colheita. O cobertor ficará curto mais tarde. Também, não apenas o Paraná tem área plantada. No sul de Minas Gerais diminuiu, mas terá colheita. Áreas no Mato Grosso do Sul estão em desenvolvimento também. E, muito provavelmente, outras regiões ou colherão ou ainda têm estocado algo de Feijão comercial.

Com todos estes fatos presentes, os produtores acertam a mão ao venderem escalonadamente, pois agora a margem é pequena, mas existe. Ao mesmo tempo, os empacotadores estão se preparando para o período de maior venda ainda antes do início da colheita da segunda safra.

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