Riispoa: Apenas nova regulamentação não resolve

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Brasil precisa de medidas com autonomia, credibilidade e transparência

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinaram decreto que revisa o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), que datava de 1952. O regulamento foi enxugado, de 952 para 542 artigos, e traz inovações como a instituição de penalidades leve, moderada, grave e gravíssima, como antecipou hoje o Valor.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, de agora em diante, os estabelecimentos industriais que cometerem penas graves ou gravíssimas poderão ser interditados e ter seu registro de funcionamento cassado.

O Riispoa é um conjunto de regras que guia a fiscalização agropecuária em unidades industriais que fabricam alimentos de produtos de origem animal (carnes, lácteos, ovos, pescado e mel).

Brasil precisa de autonomia, credibilidade e transparência

Se não tirarmos das mãos dos políticos as indicações dos superintendentes do Ministério da Agricultura nos Estados, essa nova norma só vai servir para dar mais dinheiro para os próprios políticos.

Não adianta criar regras quando se coloca jogadores que tendem a querer roubar no jogo!
O problema da Carne Fraca foi a corrupção! Portanto o mínimo que deveria ser feito, é adotar medidas como a de ter auditores fiscais como de alguns setores do Banco Central, da CVM e semelhantes. Sobre eles, não recai dúvida quanto a autonomia e credibilidade do trabalho realizado.


Especulação é o principal fator que está desvalorizando o dólar ante o real

Valores não são baseados em fundamentos, e sim no fluxo atrelado à taxa de juros.

Apesar da alta de juros dos EUA, em um cenário mais amplo, o dólar vem perdendo valor.

O motivo nós podemos entender utilizando a imagem abaixo da BM&F:

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Em 14/03/2017, foram negociados aproximadamente US$ 78 bilhões apenas neste dia, entre taxa de juros e de câmbio, totalizando quase 3 milhões de contratos.

A realidade é:

A valorização do Real perante o dólar é baseada em especulação, e não em fundamentos.

Não se dá por fluxo, e sim por posição no mercado futuro, principalmente considerando que nos últimos tempos só vem saindo dólar do Brasil.

É essa força que movimenta o mercado futuro com impacto no mercado à vista. A arbitragem entre juros e câmbio é que tem determinado a trajetória do dólar.


Lula pode ser eleito por força de políticos marginais

O possível candidato a presidente em 2018 pode ganhar força pelo apoio dos políticos que se encontram sem articulação política hoje, criando uma nova corrente de articulação política em Brasília.

Nunca foi uma boa opção ignorar o poder político de Lula, que sempre conseguiu ser além de uma grande força de influência com o eleitorado, também um grande articulador político.

Lula se candidatando em 2018, tentará cooptar os políticos que estão se sentindo isolados ou com poucas opções de poder fazer seus planos acontecerem. Daí Lula pode ressurgir como um novo catalisador político para essas pessoas, formando uma nova corrente de poder em Brasília.

Lula Presidente 2018

Só uma prisão de Lula deve impedir que ele se candidate. E independente disso, teremos uma eleição em 2018 com cara de 1989. Fragmentada, com muitos votos diluídos. E Lula pode ser um chamariz que fará a diferença com seus fiéis petistas e desavisados.

Você acredita em Lula Presidente em 2018?


Contra a importação de café: agricultura deveria ser questão de segurança nacional

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O Ministro Blairo Maggi diz que pedido de importação de café já está com a Camex, e que neste momento, é importante flexibilizar procedimentos, utilizando cotas para aquisições.

Para mim nenhum argumento será maior do que a realidade do produtor rural: que ele será prejudicado!

Agropecuária deveria ser considerada questão de segurança nacional

Se formos importar tudo que for mais barato lá fora, estamos perdidos. Fecharemos todas as portas produtoras, pois não temos condições de competir com impostos, câmbio, infraestrutura.

No caso do café especificamente, o Vietnã por exemplo usa mão de obra de menores de idade e até escravagismo.

Hoje o Governo brasileiro já vem prejudicando o setor de trigo, leite, arroz, etanol, entre outros.

O produtor rural deve ser valorizado, apreciado em todo o seu trabalho e fazer com que tudo o que é produzido aqui circule de maneira justa.

Precisamos de um mercado interno, e não de uma competição desigual e sem escrúpulos!


Criminalidade: o cidadão de bem está exposto a barbárie

Caos no Espírito Santo deixa claro que o cidadão de bem está refém de um Estado incompetente, sem direito de defesa, e vivendo em uma sociedade que está se deteriorando.

Os episódios no Espírito Santo com a paralisação da Polícia Militar deixa claro que a criminalidade está fora de controle.

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Não podemos mais ficar reféns de uma situação tão absurda quanto a que presenciamos nessa região, na qual o Estado não tem competência proteger seus cidadãos, e a Polícia não é bem remunerada, além de não ter as condições adequadas para realizar um trabalho satisfatório.

Se é assim na cidade, imagine no campo.

Insisto que o produtor rural tem o direito de ter acesso ao porte de arma para poder proteger sua propriedade e a integridade física de seus familiares em território rural.

Existem territórios de produção afastados da polícia, que não podem ficar a mercê desses marginais que cada vez mais usurpam a nossa paz e tranquilidade.

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As evidências estão em todos os lados. E como se não bastassem os crimes comuns, os produtores ainda têm que lidar com os que são cometidos por exemplo, pelo MST, como nesta matéria da EXAME que diz que os crimes cometidos pelo MST, ficam impunes!

Nossos valores estão se perdendo graças a distorção que o aumento da criminalidade traz. Em 6 dias, são mais de 100 assassinatos no Espírito Santo. O Rio de Janeiro vive uma praça de guerra a tempos, com estado de calamidade cada vez maior. Minas Gerais começa a desenhar uma possível paralisação dos militares também. No sul do país, Porto Alegre já se tornou uma cidade perigosa durante as noites.

Nossa vida é afetada diariamente pelos criminosos que comandam as fações nos presídios, que mandam e desmandam na nossa sociedade. O Estado falha! Não tem força para exercer o devido controle, e sofremos as consequências daqui de fora, com a violência gerada por eles lá de dentro. Não existe mais encarceramento com isolamento! De lá de dentro, eles afetam nossas vidas como nunca antes!

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Nada vem sendo feito pelo poder público. Absolutamente nada. Estamos presos a leis frouxas, um policiamento sucateado e pouco apreciado e não temos direito de nos proteger por conta própria.

Precisamos pensar em que tipo de país queremos viver. Quem serão nossos governantes? O que eles querem e defendem? A Lava-Jato é importante, deve continuar, deve punir todos os culpados, mas precisamos também pensar em colocar no Legislativo, aqueles que irão criar as leis que podem mudar nosso futuro, pois se não for pra melhor, será para pior.

Qual o Brasil que queremos para nossos filhos, netos e para nós mesmos? Façamos o possível para realizá-lo!


Temer age como Dilma e cria Ministério para blindar aliados da Lava Jato

O argumento de enxugar a máquina pública e diminuir a quantidade de Ministérios dá lugar a politicagem para blindar interesses da gestão vigente.

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O presidente Michel Temer vai criar um novo ministério – a Secretaria-Geral da Presidência – dentro do Palácio do Planalto para abrigar seu aliado Moreira Franco, que atualmente é secretário do Programa de Parcerias e Investimentos. Com isso, Moreira, que foi citado por delatores da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, ganha status de ministro e direito ao foro privilegiado. Assim, ele só poderá ser investigado e julgado na esfera do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a ÉPOCA, a reorganização ministerial de Temer se dará com a divisão da Secretaria de Governo, que atualmente está vaga e seria entregue ao deputado Antonio Imbassahy, do PSDB, também investigado na Lava Jato.

O presidente, ainda, vai nomear Imbassahy para o cargo de articulador político, mas uma nova pasta será criada na estrutura do Palácio do Planalto para abrigar Moreira. Ele continuará tocando o programa de privatizações do governo federal, mas passará a comandar, na nova função, questões administrativas do núcleo do governo.

O governo também deve criar uma nova pasta voltada aos direitos humanos e às políticas públicas para as minorias. A secretaria, com status de ministério, deve ser desmembrada do Ministério da Justiça, que no início do governo Temer passou a ser responsável por ações de “cidadania”.

Temer age como Dilma

Temer demonstra assim que está sendo incoerente com seu discurso de enxugamento da máquina pública. Depois de Dilma ter tentando blindar Lula, é absurdo ver que ele tente utilizar desse mecanismo.


Agronegócio: setor que mais gera riqueza é o mais injustiçado

Quem mais gera riqueza para o Brasil, sofre com informações tendenciosas e desrespeito.

Em matéria no ESTADÃO de hoje (29), defendeu-se a ideia de que o “agronegócio dribla inflação, tem safra recorde e injeta até R$ 237 bi no País”. De fato o agronegócio é o setor que impulsiona o nosso Brasil. Sempre foi o que pagou a conta e é o que mais gera riqueza e empregos, em todos os sentidos.

Mas o que a mídia não mostra é que esses recordes defendidos não dão a vida boa que parece ao produtor, e a verdade tem que ser dita. Esses números são brutos, e não levam em consideração diversas variáveis econômica, como o flutuação do câmbio e o mercado internacional, além de instabilidades climáticas. Tudo isso forma desafios que o produtor precisa entender para conciliar produção e colheita. São decisões tão críticas que em minhas palestras o entendimento de gráficos de mercado como de Chicago para instruir essas decisões são algumas das demonstrações que mais explico.

Além disso, a grande mídia não mostra as dificuldades de falta de crédito, o custo alto de infraestrutura, os graves problemas com invasões de terras, que além de tudo ainda corrobora para a demonização do setor do produtor rural pela sociedade, como se fosse um vilão do meio ambiente.

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Orgulho em defender o produtor

Me orgulho de ser uma voz que sempre remou contra essa maré. Por poder defender os interesses do produtor rural principalmente por acreditar que são esses homens do campo que podem impulsionar cada vez mais nosso país e gerar no Brasil uma economia pujante com condições de vida dignas para toda nossa população.

A realidade precisa ser dita! O produtor gera riqueza, mas não fica com todas as benécies e enfrenta muitos desafios que muitas vezes podem gerar prejuízos que configuram cenários muito mais difíceis do que esse que a matéria defende. Não é um mar de rosas. Requer preparo e garra, como todos os produtores bem sabem.

Viva o agronegócio brasileiro, e que tenhamos mais vozes mostrando a realidade e não apenas o lado bom de um setor tão injustiçado.


Demarcações indígenas: volta atrás pode sinalizar fraqueza de ministro

Pressionado por indigenistas, o Ministério da Justiça anunciou que Alexadre de Moraes vai revogar a portaria publicada um dia antes que havia alterado o sistema de demarcação de terras indígenas no país.

Em nota, o ministério vai publicar nova portaria na sexta-feira (20) no Diário Oficial para “evitar qualquer interpretação errônea”.

A decisão pode sinalizar uma fraqueza do ministro, e desagrada tanto quem era a favor da decisão, que agora acha que ele voltou atrás, como quem era contra, que agora acha que a revisão ainda é prejudicial aos índios.

Matéria completa na Folha de S.Paulo.


Temos de comemorar as mudanças na demarcação de terras indígenas no país

Medida divulgada no “Diário Oficial” desta quarta-feira (18) cria um grupo de trabalho no ministério com poder de reavaliar os processos de demarcação submetidos à assinatura do ministro, realizar diligências e observar o cumprimento da jurisprudência do STF.

Veja matéria completa da FOLHA.

Menos poder a Funai

Na minha opinião, a decisão pode ser comemorada, pois representa uma vitória do progresso com menor poder para a arbitrariedade da Funai!


Escola de samba tenta transformar agronegócio em vilão

O setor que mais produz não pode ser vilanizado desta forma!

Um samba enredo que se utiliza de mentiras para distorcer a realidade, é algo extremamente lamentável.

O brasileiro tem comida no prato graças aos produtores rurais.

A agropecuária é o único setor que consegue manter o PIB brasileiro no positivo, e o produtor rural merece mais respeito!

Vídeo comentado

Veja vídeo completo do meu comentário no site do Canal Rural no link.