Conclusões do 16º SEMINÁRIO JOB ECONOMIA / JENKINS SUGAR GROUP (JSG) – NY – Maio/2018

Neste post trazemos uma síntese do conteúdo apresentado em nosso 16º Seminário em NY em parceria com  Jenkins Sugar Group (JSG) , durante a semana do Sugar Dinner. O evento ocorreu  em 07 de Maio de 2018, no Loeb Boathouse – Central Park.

Frank Jenkins (JSG) apresentou as mudanças de comportamento dos consumidores e das grandes empresas de alimentos voltadas para o atendimento destes consumidores. A mensagem foi:

  • Busca por produtos mais naturais e ingredientes mais naturais.
  • Busca por custo mínimo . E isto inclui E-commerce e grandes redes de varejo como Amazon e Walmart.
  • Busca por menor consumo de açúcar através de produtos com pouco ou nenhum açúcar
  • Diversificação da linha de produtos, incluindo alimentos para pets.
  • Enfrentamento de maior competição com alimentos artesanais.
  • Fusões e aquisições no setor de alimentos com a consequente formação de oligopólios.

Jeff Dobrydney  (JSG) apresentou as perspectivas para a oferta-demanda global de açúcar. Ressaltou os superávits esperados para 2017/18 e  2018/19, respectivamente de 12 e 10 mi t . Para o período de dois anos estes superávits são um recorde.

Quanto a preços, a percepção do Jeff foi de viés de baixa. No dia útil anterior ao Seminário (04/Maio/2018), o preço do açúcar, tela de Julho/18, estava em 11,51 ¢/lb.

Toby Cohen  (American sugar refining group – ASR)  comentou sobre as implicações da liberalização parcial do mercado europeu de açúcar. Três conclusões merecem ser destacadas:

  • A UE passa a ser exportadora líquida de açúcar com produção de 21 mi t e consumo de 18 mi t.
  • Os preços no mercado interno passam a ser afetados pelo mercado internacional e atualmente estão cerca de 20% abaixo do preço de equilíbrio econômico do setor.
  • O prêmio do açúcar branco sobre o açúcar bruto (demerara) tem sido pressionado para baixo.

Nossa apresentação tratou de

  • Nova safra brasileira 2018/19 de açúcar e etanol, onde fica ressaltado o forte viés alcooleiro da safra, nos mesmos moldes de 2015/16, quando o Brasil produziu um recorde de produção de etanol: 30 bi litros.
  • Perda de competitividade global de nosso setor a partir da década passada. Destacamos neste tópico o aumento de custos de produção do açúcar e etanol brasileiro a partir dos anos 2000 e a necessidade de redução de custos em 10% para que o negócio seja sustentável no longo prazo. Particularmente, redução de custo da cana.
  • Oportunidades e desafios do Renovabio. Resumidamente, destacamos que o objetivo do Programa e o momento de seu lançamento são bons; sua execução será difícil dado o elevado grau de intervenção direta do Governo Federal.

 

Julio Maria M. Borges           Sócio-Diretor da JOB Economia e Planejamento.

Email: julioborges@jobeconomia.com.br       site: www.jobeconomia.com.br

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