A falsa bomba do Greenpeace e o terrorismo no Brasil

Até o dia 19 deste mês eu consideraria a afirmação como um exagero dos seus antagonistas. Achava que o Greenpeace tinha uma atuação arrojada, com exageros e em defesa dos princípios que defende, mas não capaz de praticar ações classificáveis como terrorismo. Achava até que eram radicais ambientalistas, que não aceitam verdades científicos discordantes de suas teses, porém atuando dentro de certos limites éticos e legais.

Porém, não foi o que aconteceu em pleno Congresso Nacional. É inacreditável que seus ativistas tenham colocado uma bomba falsa, no canto da sala onde se realizava uma reunião formal da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, um grave desrespeito ao Parlamento e à nação brasileira.

Vejam o que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) disse após as evidências do que militantes desta ONG cometeram em sessão que, após muitas e longas discussões transparentes sobre a matéria, tentava colocar em votação o Projeto de Lei (PL) que atualiza e aperfeiçoa a legislação antiga referente a registros de defensivos agrícolas:

“A FPA rechaça qualquer incentivo a práticas terroristas e criminosas contra a democracia e os Poderes da República Federativa do Brasil e pede:

  1. Providência civis e criminais contra o Greenpeace;
  2. Identificação de quais servidores da Câmara dos Deputados estão envolvidos com a entrada da mala sem passar pelo raio-x;
  3. Identificação de qual parlamentar interferiu na segurança da Polícia Legislativa e permitiu a entrada do portador da mala na Comissão Especial, que naquele momento permitia o acesso apenas à servidores da Casa e à profissionais credenciados; e
  4. Providência da Presidência da República, por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para controle de atividades terroristas no Brasil”.

Não se trata apenas de mais uma demonstração de radicalismo e intolerância daquela ONG, que no caso deste projeto específico, usou e abusou do direito de divulgar informações falsas para confundir e insuflar a opinião pública contra um Projeto de Lei que tramita no Parlamento.

Assistimos, incrédulos, a uma prática que se enquadra como terrorismo e, portanto, deve ser submetida à medidas cabíveis do Judiciário, seguindo a legislação brasileira sobre Antiterrorismo, como exige a FPA. É importante que se faça valer a lei no País.

Até onde o radicalismo ambientalista foi capaz de chegar!

Se pretendiam chamar a atenção para suas pregações intransigentes, conseguiram parcialmente, mas perderam, e muito, a credibilidade junto à opinião pública.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *