2018 – nós e os nós da Agricultura

Ledo engano pensar que nós agricultores podemos nos manter distantes ou alheios à ventania de 2018 na política e na economia. Estamos no meio dela, e tratemos de influir sobre os nós que tanto prejudicam a lavra da terra ou a criação.

Façam seu jogo senhoras e senhores !!

Suas fichas são a manifestação expressa de suas opiniões, cobranças e apoios na eleição. Não apostem na coluna do meio ou em mais uma promessa populista. É o País que está em jogo, e você dentro do barco. Trata-se do Brasil e não deste ou daquele presidente ou partido.

Opção 1 :

– Ajustes na Previdência (indispensável ao Brasil) aprovados em fevereiro;

– O governo capaz de diminuir o déficit fiscal de 2018;

 

– Novos cortes na SELIC  (6,75%) e juros baixos incentivando investimentos e compras;

 

– Inflação abaixo de 4%, portanto preservando o poder aquisitivo dos salários;

 

– PIB aumenta 3%, o que acrescenta R$100 bilhões à receita federal e expande o consumo   interno de produtos agrícolas;

 

– Reforma Tributária e Reforma do Estado em discussão responsável;

 

– Lula inelegível em 24 de janeiro (logo menos divisionismo entre os brasileiros);

 

– Condenados da Lava a Jato cumprindo as penas correspondentes a seus crimes;

 

– Bom índice de renovação de parlamentares na eleição de outubro.

 

Opção 2:

–  Os parlamentares-comerciantes de votos, os políticos que precisam de discurso

oposicionista e os funcionários públicos inviabilizam os ajustes na Previdência e a

agenda das Reformas Tributária e do Estado;

– O mercado conclui que o governo não diminuirá seu enorme déficit fiscal, e por isso

terá que aumentar a contribuição previdenciária, o PIS/COFINS e outros impostos;

– A classificação de risco do Brasil aumenta, e sobe o custo de refinanciamento de

dívidas governamentais e do setor privado;

– Corruptos condenados ou indiciados na Lava a Jato ganham liberdade do STF,

graças a decisões, monocráticas, baseadas em criativas interpretações

de iluminados juízes da Suprema Corte;

– Baixo índice de renovação parlamentar em outubro, devido à força dos partidos, e

eleição de salvadores da Pátria com soluções de agrado geral e indolores;

Claro que a lista não esgota os temas importantes neste início de ano, marcado por um véu de incertezas e indefinições. Ao que tudo indica, o pior que pode acontecer está aparentemente afastado, ou seja, a indiferença geral diante desses e de outros problemas graves.

O ano eleitoral 2018 traz novidades. Uma delas é a importância das redes sociais na formação da opinião pública. Sempre foi um problema sério o fato de um percentual elevado dos cidadãos não terem acesso a informações e nem possibilidades de correta interpretação dos fatos. E por isso, são vulneráveis aos populistas. Uma parcela continuará assim. Outra passou a ter a acesso a um mar de informações e opiniões a circular nas redes sociais, inclusive as que são levadas com má fé (as “fake news”), repetidas mil vezes até se passarem por verdades convenientes a determinadas concepções e ideologias.

Anima o fato de o brasileiro estar cansado de ser enganado, roubado, traído, e das dificuldades econômicas. O consolo é que a maioria entende que saímos da maior recessão econômica da História da República (a que nos levou os governos do PT, com o apoio indispensável do PMDB), com o preço amargo do desemprego de 14 milhões de pessoas, inflação de 2 dígitos e as contas públicas estouradas (nas quais só a Previdência em 2017 abriu uma cratera de R$ 174,5 bilhões, embora os intelectualmente desonestos afirmem que não haja déficit).

Certamente a nação não engolirá empulhação em 2018.  Há motivos para acreditar na concretização da opção 1, ou o Brasil – qualquer que seja o Presidente ou partido – não desatará os nós no caminho da agricultura, do agronegócio e do País como um todo.

Ah !  Feliz Ano Novo !!

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