Estrangeiras aumentam participação em congresso aeroagrícola brasileiro

Com pelo menos cinco empresas norte-americanas estreando na edição deste ano, mais uma retornando depois do sucesso da edição do ano passado, uma espanhola e uma paraguaia – fora outros sete participantes estrangeiros assíduos, o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil é uma boa mostra da importância desse setor brasileiro no cenário internacional. O evento está marcado para os dias 6 a 9 de agosto, em Maringá/PR e já tem 87 empresas confirmadas para a mostra de tecnologias e equipamentos.

Isso é 30% a mais do que na edição de 2017, que já foi recordista.Tudo paralelo a palestras e debates com empresários, pilotos, pesquisadores, especialistas e autoridades discutindo cenários e perspectivas para segunda maior força aérea agrícola do globo.

Entre os participantes de carteirinha estão a brasileira Embraer, que detém 60% do mercado nacional de aviões agrícolas, e as norte-americanas Air Tractor e Thrush. No caso da texana Air Tractor – maior fabricante mundial de aviões agrícolas, a deferência é tanta que o próprio presidente da empresa, Jim Hirsch, vem pessoalmente todos os anos para a feira. Também pudera: o Brasil representa entre 80% e 90% das aeronaves vendidas por sua empresa para a América Latina. A Thrush também corre atrás, já que desde 2011 conta com uma unidade no Brasil e tem o País como maior mercado fora dos Estados Unidos.

Entre os participantes de carteirinha estão a brasileira Embraer, com 60% do mercado nacional de aviões agrícolas, e as norte-americanas Air Tractor e Thrush. No caso da texana Air Tractor – maior fabricante mundial do setor, o próprio presidente da empresa, Jim Hirsch, vem pessoalmente todos os anos para a feira.

Além de recordista em participação de tecnologias embarcadas, softwares de gestão, peças e serviços para aeronaves (a maioria brasileira e de ponta) e de público, o evento deste ano aumentou a diversidade também nas demonstrações de campo – que vão ocorrer no primeiro dia, em um aeródromo. Junto com os voos de aviões agrícolas (comuns em edições anteriores), haverá também a demonstração de drones agrícolas e outros equipamentos. Depois, nos três dias seguintes, a movimentação será toda no pavilhão principal do Parque da Sociedade Rural de Maringá, próximo ao Centro da cidade.

Vale lembrar que, além de um mercado consumidor aeroagrícola importante, o Brasil vem aos poucos conquistando atenção como fornecedor de tecnologias para o setor. Como comprova a entrada de empresas brasileiras na Convenção Anual da Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA, na sigla em inglês), que teve sua última edição em dezembro.

Integração que foi um dos motivos pelo qual o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que promove o evento brasileiro, firmou em 2016 uma parceria com a NAAA deixando os representantes de cada entidade comprometidos a participarem dos congressos uma da outra até 2020. Este ano, o evento norte-americano será em Reno, estado de Nevada, de 3 a 6 de dezembro.

 

A partir da esquerda.: Jim Hirch, presidente da Air Tractor; Jim Cable (de costas), representante da Thrush no Brasil, e Yves Houde, da Pratt & Whitney Canada, no congresso aeroagricola de 2015, ocorrido na Bahia,

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