Audiência pública debateu exportação de gado em pé do RS

Acompanhei, nesta segunda-feira (9), audiência pública promovida pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa gaúcha, que tratou sobre os cuidados com o gado vivo exportado. Foi no início da noite, no Memorial Legislativo, em Porto Alegre.

De um lado, ativistas ligados à causa do bem estar animal, liderados pela deputada estadual Regina Becker (PTB) , proponente da audiência. Com cartazes e material audiovisual, pediam o fim da modalidade de comércio.

De outro, pecuaristas e representantes de entidades do setor, presentes em número muito maior, que se revezaram na defesa da atividade e na liberdade de escolha do destino do gado que criam. Mesmo jogando com o regulamento a favor, já que ao STF reafirmou recentemente a legalidade das operações, os criadores se indignavam em alto som contra as afirmações dos oradores ligados aos movimentos. Foram quase três horas de discursos entrecortados, gritos de ordem, aplausos e vaias. Lógico que num ambiente assim nenhum ensaio de entendimento seria construído.

Ouvinte durante todo o tempo da audiência, Regina Becker foi para o ataque no final, acusando os defensores da exportação de agressivos. Na entrevista que fiz com a parlamentar ao final do encontro, ela foi mais adiante e classificou de machista a forma como foi tratada. Detalhe: em nenhum momento esse repórter, que assistiu atentamente a tudo, ouviu qualquer fala que a colocasse num patamar depreciativo por usar ela saia.

De objetivo, o anúncio feito ao final pelo deputado presidente da comissão de Saúde e Meio Ambiente, Altemir Tortelli (PT) da criação de uma grupo de trabalho, formado por representante dos interessados, para avançar no dabate. Tortelli, aliás, se mostrou nervoso em vários trechos da audiência.

Veja abaixo a matéria que fiz na audiência. Entre as entrevistas, uma com o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, aliado momentâneo das ONGs dos animais. Segundo ele, “É em nome da cadeia produtiva que é preciso repensar o modelo de venda para fora do país”. Pagando entre R$ 1, 00 e R$ 1,50 a menos no quilo com relação aos importadores, Lauxen disse ser inviável chegar ao mesmo patamar remuneratório dos turcos e outros compradores.

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