A Sociedade Civil Organizada precisa intervir no Brasil

A Sociedade Civil Organizada precisa encarar os dramas do Brasil e assumir a co-governança da nação

Na semana passada (23) estive com a Irriganor, uma associação nascida do elevado incômodo de produtoras e produtores rurais da região de Unaí-MG. Eles sofrem com a falta de gestão da água.

Um tabuleiro maravilhoso no cerrado que precisa de administração da água para a irrigação. Então, ao lado do Sebrae-MG e de cooperativas criaram uma associação para estudar e lutar pela gestão inteligente da água na região.

No dia seguinte (24) estive no 34° CNSE – Congresso Nacional Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e ali pude exercitar em alto e bom som a palavra, e eu disse:

 

“Estamos todos reunidos com pessoas certas, no lugar certo e na hora certa. Senhoras e senhores dos sindicatos patronais, das confederações nacionais empresariais, pelo amor ao país, uni-vos. Não há mais chance do governo mudar um comprometimento de 80% de tudo o que arrecada com previdência, custos assistenciais e pessoais.”

Já acabou, não há como investir na infraestrutura, na abertura dos mercados, na revisão da zona tributária, na educação e formação de capital humano. Na produtividade, onde novamente somente o agronegócio se salva, somos da terceira divisão no resto do país.

A realidade está na urgência e na emergência cada vez mais notória da Sociedade Civil Organizada assumir a co-governança do país, ou corrermos o risco de ficarmos com os paupérrimos 2,9% de previsão o do crescimento médio anual do PIB brasileiro de 2018 à 2023, feito pelo BNDES.

Isso se tudo der certo – o que é ridículo para um país em desenvolvimento – ou seja, nesse cenário só o agronegócio salvou os menos 5,5% de PIB acumulado negativo de 2014 a 2017.

Uma resposta para “A Sociedade Civil Organizada precisa intervir no Brasil”

  1. José Augusto Baldassari Filho disse:

    O fulcro da questão não é apenas o preço dos combustíveis. O diesel foi apenas a “gota de óleo” neste copo cheio de destrambelhos que se tornou insuportável para a sociedade brasileira. A atual direção da Petrobras está tentando consertar os estragos criminosos, principalmente os realizados durante os desgovernos petistas, a roubalheira desbragada, o demagógico congelamento de preços e a péssima administração motivada pelas eternas indicações políticas em seu Conselho, Diretoria e gerencias.

    Esta greve poderá ser útil para chamar a atenção da sempre desavisada sociedade em relação aos altíssimos impostos cobrados, não só em combustíveis mas praticamente em tudo, de A a Z , isto para sustentar um Estado a deriva, sem nenhum projeto para o país, ineficiente, inflado descomunalmente pelas castas que dele se apossaram e que o utilizam para o seu particular desfrute. Sem a urgente reforma e redução do Estado, o Federal, os Estaduais e os Municipais, não haverá solução, pois este problema é o pai de todos os problemas nacionais e quanto mais, irresponsavelmente e sempre por conveniência própria, o Congresso, o Executivo e o Judiciario protelarem a reforma e a redução do Estado, a cada dia será menor o espaço de manobra para realiza-la e muito mais alto será o custo social e econômico a ser pago, como sempre, pela sociedade. Esta é a ÚNICA solução para reduzir o enorme déficit público que causa a ausência do Estado em praticamente todas as áreas nas quais ele deveria atuar por dever moral e constitucional. Não precisa ser um “gênio” econômico para descobrir isto. O resto é blá blá blá e a mais pura enganação populista – JAB – 27/05/18.

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