China e as exportações de carne brasileiras

Os chineses virão ao Brasil em maio para vistoria de cerca de 84 novos estabelecimentos brasileiros, dentre eles, frigoríficos, objetivando a importação da carne.

A China está de olho e com foco total na qualidade e na sanidade, e o Brasil é o maior produtor mundial de carne, além de ser um importantíssimo parceiro estratégico para o programa de segurança alimentar chinês (sendo hoje o maior cliente brasileiro).

Mas coisas intrigantes e curiosas ocorrem. A China, como o maior cliente brasileiro, estaria contra nós?

Pois ela abriu 102 processos na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o Brasil.

E fica aqui, de fato a pergunta:

Se o seu cliente número um tem fortes elos com você, o que o motivaria a abrir mais de 100 processos contra esse mesmo cliente?

Será que não estamos com falta de habilidades de vendas? Grandes vendedores mudam destinos e rumos de negociações.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, admite que podemos sim resolver muitos desses problemas que envolvem o protecionismo entre os países, com diálogo e a arte da negociação. Afinal, o poeta português Camões já escrevia: “Quem faz o comércio não faz a guerra.”

O chanceler brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, em reunião com o Ministério do Comércio Chinês, disse que também acredita que mais esforços de vendas e de negociações serão fundamentais para a ampliação com harmonia dos negócios China e Brasil.

Os chineses virão até o final do mês de maio. Exportar grãos é mais fácil, carnes são mais difíceis. Mas, o valor para cada tonelada de carnes varia de 2 mil dólares até 5 mil dólares, e para cada tonelada de grãos, ficamos na casa dos 500 dólares… ou seja, a carne pode gerar até 10 vezes mais o valor agregado por tonelada vendida.

Isso exige qualidade e excelente rigor sanitário. A autorregulamentação, a autofiscalização e vigilância das entidades envolvidas na cadeia da carne precisam se unir, reunir e assumir as responsabilidades por esse compromisso e rigor.

Que expulsem do meio as empresas e frigoríficos que, por desleixo, provocam o prejuízo para todos os seus demais membros.

É hora de mais comércio, mais vendas e mais negociações…. e mais autorregulamentação do setor privado.

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