Rentabilidade de atividades do agronegócio

Como anda a rentabilidade de diversas atividades do agronegócio?

 

 

Rentabilidade

Um recente estudo da Scott consultoria, avaliando os principais ativos financeiros de 2017, apresentou, depois do Ibovespa, com 28,22%, do ouro com 11,76%, e do CDI com 9,93%. As melhores rentabilidades médias da agropecuária foram, em primeiro lugar o arrendamento em regiões de cana, com 7,85%.

Em segundo lugar a cana de novo, produção e fornecimento com 7,75%. Correndo em terceiro lugar a pecuária de ciclo completo com crescimento em alta tecnologia, 5,04%.

Arrendamentos gerais segue com 3,08% e a agricultura anual soja e milho em quinto lugar nos indicadores das rentabilidades médias do ano passado com 2,92%.

Quem vem lá no fundo do poço dando prejuízo? E sinalizando para o fim desse tipo de atividade?

No último lugar com um índice negativo de  8,47%, está o leite, não o leite de alta tecnologia, com 25 mil litros hectare ano, que está positivo.

O primo paupérrimo da agropecuária brasileira nesse estudo é o leite de baixíssima tecnologia com apenas 1500 litros hectare ano. O resultado foi negativo em 8,47% no ano passado.

Outros ruins em rentabilidade, onde não existe o uso de tecnologia, está na pecuária de cria, da mesma forma negativa. Lavouras como café e algodão não foram alvo deste estudo.

Destes dados podemos inferir quatro nobres fundamentos, e generaliza-los.

Primeiro; onde não há aplicação de tecnologia moderna, num agronegócio de escala, não há possibilidade de futuro.

Segundo; crescendo o arrendamento de terras no Brasil, gente que não sabe produzir arrendando para quem sabe produzir e isso revelando ser bons negócios, e vai continuar acontecendo, consolidação de terras agricultáveis.

Terceiro; o setor da cana se recuperou das desgraças dos anos passados, e aponta para um cenário positivo com renovabio, ação positiva da sociedade civil organizada do setor ao lado de agentes progressistas do governo.

E, por último; as lavouras anuais, como soja e milho, a rentabilidade das mesmas será cada vez mais dependente da gestão, do custo e da produtividade que precisa subir tanto em soja quanto em milho.

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