Marketing e o agronegócio

Tomou posse ontem (31) a nova diretoria da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, para o próximo biênio 2018, 2019.

 

Isso nos faz pensar na distância que separa a inteligência de marketing do agro brasileiro da sua competência e capacidade de produzir com crescimento inegável na produtividade.

 

Como sabemos, saltamos nos anos 70 de índices de apenas mil e duzentos quilos de grãos por hectare para cerca de quatro mil quilos por hectare hoje, e cada vez mais esse número está subindo.

 

O mesmo fenômeno se deu no suíno, nas aves, no reflorestamento, na hortifruticultura e na boiada… temos um pouco mais de 200 milhões de cabeças de boi no país em elevado desfrute e níveis zootécnicos de assustar todos os nossos concorrentes mundiais.

 

Mas, voltamos ao marketing. Uma coisa é o mundo das realidades, a outra coisa é o reino encantado das percepções, como está escrito na Disney “Where the dreams come true”, ou seja, onde os sonhos viram realidade.

 Sem marketing não há possibilidades de vendas na velocidade que desejamos…

As negociações entre os blocos e interesses dos concorrentes será cada vez mais jogado com violência por um lado, ou com a sutileza e a sagacidade por outro.

 

 

Por isso, precisamos de inteligência de marketing para o sucesso mais veloz do agro brasileiro nas suas relações com os consumidores planetários e com os gestores das companhias, empresas e supermercados clientes.

 

Na reunião entre negociadores brasileiros do Mercosul e do bloco europeu nos ofereceram ampliar para 99 mil toneladas de carne a cota do Mercosul, hoje em 70 mil. Não aceitamos, por considerarmos o desejo de algo em torno de 100 a 160 mil toneladas.

 

São dezenove anos de negociações que não andam, então, pergunto:

“Com a cota existente das 70 mil toneladas de carne bovina, o que temos feito, sob o ponto de vista da inteligência de marketing, junto aos eleitores europeus e consumidores?

Fizemos pesquisas?

Fizemos materiais de ponto de venda?

Fizemos assessoria de imprensa?

Fizemos propaganda dos processos envolvendo essa tonelagem mercosulina, para a Europa?

Aparecemos nas gôndolas dos supermercados europeus?

 

Ou ao contrário, só surgimos na mídia e na opinião pública nos momentos da Operação Carne Fraca, da Febre Aftosa e das árvores amazônicas desmatadas?”

 

A arte da venda é mudar a percepção sobre pontos futuros, a partir das realidades presentes e percebidas.

É preciso mais marketing na estratégia global brasileira do agronegócio, muito mais profundo do que feiras, exposições e discursos inflamados dos nossos guerreiros vendedores.

Agronegócio real não é a mesma coisa que agronegócio percebido.

 

 

É hora da inteligência de marketing no setor com a posse da nova diretoria da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio.

3 respostas para “Marketing e o agronegócio”

  1. Pedro Laurence disse:

    Prezados, gostaria de saber qual a previsão para o próximo Congresso de Marketing no Agronegócio. Atenciosamente,
    Pedro Laurence
    Sócio Proprietário e Diretor Executivo da Coseed – Consultoria em Comunicação e Marketing no Agronegócio

  2. Heloisa Alves Pinto de Oliveira disse:

    Caros colegas,

    a palavra Agronegócio já está em desuso, o correto agora seria Agronegócios.

    Uma contribuição para o seu blog!

    Att, Heloisa Oliveira.
    Engenheira Agrônoma
    Especialista em Agronegócios

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *