Como fica o agronegócio no ano novo?

Gosto muito da competência do economista José Roberto Mendonça de Barros.
A visão dele aponta para uma estabilidade de preços dos alimentos neste ano, graças a nossa super safra colhida em 2017 que ultrapassou em 30 milhões de toneladas as expectativas iniciais ainda na virada de 2016 para 2017.

Neste ano, José Roberto Mendonça de Barros acredita que não repetiremos a safra passada, e que a colheita deverá ser menor… assim também são as previsões gerais de diversos analistas. Porém, com as muitas andanças que realizo pelo país afora, eu não estou pessimista sobre esse ponto de vista.

Poderemos não repetir a mesma colheita anterior, mas na minha opinião, chegaremos bem perto. O fator clima mudou, está positivo nos campos agora apesar de um início de plantio atrasado.

Poderemos sentir menor investimento em tecnologia, tem muito produto ainda estocado, insumos, nas revendas e canais de distribuição, mas acredito em safra boa, o que vai significar mais um alívio para os preços dos alimentos, para a inflação e a governabilidade da economia.

Crescimento de PIB de 3,5% é a estimativa do economista, o desemprego continuará elevado, mas caindo… o consumo deverá continuar aumentando.

 

No especial Segurança Alimentar que gravei no programa A Hora do Agronegócio, onde reunimos a cadeia produtiva inteira com seus líderes maiores, Márcio Milan – Superintendente da Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS, Edmundo Klotz – Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação – ABIA, Renato Nobile – Superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, Luiz Carlos (Caio) Corrêa Carvalho – Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG, além de Roberto Rodrigues, 1° titular da Cátedra da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ouvimos e vimos fatores positivos para 2018, incluindo o crescimento do atacarejo, a mistura do atacado com o varejo, junto ao cidadão consumidor.

O que pode dar errado, ou mais errado em 2018?

Sem dúvida a crise de liderança que assola o país… isso sim, o não domínio de fatores controláveis, da inteligência preventiva, e é para isso que deveriam servir líderes e acima de tudo o bom governo.

O agro vai, com ou sem governo vai, pelo menos em 2018.

Uma resposta para “Como fica o agronegócio no ano novo?”

  1. CARLOS ANDRÉ BONGANHA disse:

    Haverá evolução no que diz respeito à melhora do Sistema Logístico (ferrovias, estradas, armazens, etc)para o setor Agro?

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